
A Taurus e a Marinha do Brasil assinaram um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) para aproximar o desenvolvimento de armas e outras tecnologias das necessidades do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN). A parceria inclui o estudo de sistemas aéreos e terrestres não tripulados, além do aperfeiçoamento de armamentos e equipamentos de defesa.
Segundo informações divulgadas pela fabricante, o acordo dá sequência a um Protocolo de Intenções firmado em fevereiro de 2026. A nova etapa prevê intercâmbio de conhecimentos, identificação de demandas operacionais e estudos sobre oportunidades de desenvolvimento conjunto.
A proposta é usar a experiência dos militares em campo para orientar o trabalho de engenharia, pesquisa e produção da Taurus. Assim, as necessidades apontadas pelos Fuzileiros Navais poderão servir de referência para avaliar quais sistemas e equipamentos devem ser desenvolvidos ou aprimorados.
Taurus e Marinha incluem sistemas não tripulados na cooperação
Entre as áreas de interesse estão plataformas não tripuladas que possam atuar no ar e em terra. De acordo com a companhia, essas tecnologias têm potencial para emprego em reconhecimento, missões operacionais e apoio a forças militares e de segurança pública.
O anúncio não especifica os modelos que serão estudados, os recursos envolvidos ou um cronograma para a entrega de equipamentos. O ACT estabelece uma estrutura de cooperação para pesquisa e desenvolvimento; o material divulgado não anuncia uma compra de armamentos pela Marinha.
A aproximação já incluiu a participação da Taurus em exercícios realizados em Furnas e Formosa, em 2026. A fabricante apresenta essas atividades como parte do contato com as demandas operacionais dos Fuzileiros Navais.
Demandas dos Fuzileiros Navais devem orientar pesquisas
Para Salesio Nuhs, CEO global da Taurus, a cooperação permite direcionar o desenvolvimento a partir dos desafios enfrentados pelos militares.
“É uma oportunidade de orientar o desenvolvimento de soluções tecnológicas a partir de demandas concretas, valorizando o conhecimento nacional e contribuindo para ampliar a autonomia tecnológica do Brasil”, afirma o executivo, em nota.
Na assinatura, Nuhs esteve acompanhado de Henrique Gomes, diretor comercial da Divisão Militar e de Exportação da Taurus. Pela Marinha, participaram o almirante de esquadra (FN) Carlos Chagas Vianna Braga, comandante-geral do Corpo de Fuzileiros Navais, e o contra-almirante (FN) Reinaldo Reis de Medeiros, comandante do Comando de Material de Fuzileiros Navais (CMatFN).
Parceria integra expansão da Taurus no setor de defesa
A fabricante relaciona o acordo à estratégia de ampliar sua atuação para além das armas leves, incorporando outras tecnologias para os segmentos militar e de segurança pública.
Segundo a Taurus, a iniciativa está alinhada à Estratégia Nacional de Defesa e ao fortalecimento da Base Industrial de Defesa. A companhia aponta como objetivos a preservação de conhecimento no Brasil e a redução da dependência de soluções estrangeiras em áreas consideradas estratégicas.
A possibilidade de exportar tecnologias que venham a ser desenvolvidas também aparece entre as perspectivas da parceria. A empresa avalia que a combinação de experiência operacional e capacidade produtiva pode ampliar a presença da indústria de defesa brasileira no mercado internacional.